sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Itaúnas



"Itaúnas ou Dunas de Itaúnas é uma pequena vila ao norte do Espírito Santo, fica próxima à divisa com a Bahia e pertence ao município de Conceição da Barra. Situa-se a 25 km de Conceição da Barra e a 270 km de Vitória - ES. A Vila de Itaúnas do Espírito Santo é a imagem da tranqüilidade, com uma igrejinha na praça, casas simples, pousadas rústicas, poucos carros e uma comida caseira deliciosa. Mantém as tradições, moradores ainda pescam de canoas feitas de troncos maciços de árvores que chegam a pesar aproximadamente 250 kilos, cozinham tanto em fogões pré-fabricados, quanto em fogões à lenha. O que torna esse pedaço do Espírito santo um lugar mais rústico são as ruas ainda em de terra, no Verão é normal sair à noite descalço.

Estando lá, uma visita às ruínas da primeira vila é, no mínimo, um passeio inesquecível. Pode-se optar pelos quatro quilômetros da Trilha Buraco do Bicho, Trilha do Tamandaré e caminhar por áreas de restingas e dunas – com a sombrinha de cambucás, pitangueiras e cajueiros. Para quem gosta de navegar, faça um passeio de canoa pelo Rio Itaúnas.
Para quem gosta de Verão, Praia, Forró, açaí, dunas, trilhas, diversão e entretenimento, Piscinas naturais, acampamentos este é o lugar que tem muito o que se fazer. Uma vila despretensiosa, de construções rústicas, erguida em equilíbrio com a natureza... Assim é Itaúnas, ao norte do Espírito Santo.

Forró em Itaúnas

Forró em Itaúnas é tradição e diversão vinda do nordeste. Pedro Bongado já fazia a sanfona chorar na vila antiga, pondo o povo pra levantar poeira com seus oito baixos, numa época em que turismo era palavra inexistente por essas bandas. Na nova Itaúnas, o seu Astor foi quem fez os primeiros bailes pra alegrar os mais antigos, entristecidos com o soterramento da Vila. Quem modernizou foi o Paulão e Cecília a festa com o melhor da MPB em 1980. Um morador e nativo "tatu" transformou sua casa em um espaço para shows em 1996, o trio Sabiá foi o primeiro a inaugurar este espaço. De lá pra cá Itaúnas virou palco do forró.Trio Virgulino, Dominguinhos e Elba Ramalho, são alguns exemplos que fizeram parte da lista de Artístas conhecidos e famosos que aqui vieram mostrar seu talento. Quem não sabe dançar, acaba aprendendo com os nativos que não fazem cerimônia para ensinar aos mais tímidos, a darem os seus primeiros passos. O ritmo contagia a todos, a poeira levanta até o sol raiar e depois continua na praia, para quem ainda tiver fólego suficiente para aguentar. Assim é itaúnas recanto selvagem de rara beleza com suas peculiaridades, convidando a todos com seu rítmo e sua tranquilidade.  
As Dunas

As dunas que atingiam 30 metros de altura com suas areias douradas e finíssimas soterraram a vila entre os anos 50 e 70. Mas o vila renasceu do outro lado do Rio Itaúnas. A criação do parque estadual em 1991 garantiu que os seus diversos ecossistemas (manguezal, dunas, restingas, Mata Atlântica e alagados) e suas praias fossem protegidas. No local também está presente o Projeto Tamar, que cuida da preservação de tartarugas marinhas.
          O Rio de itaúnas

O Rio Itaúnas brota aos pés da serra que separa os estados do Espírito Santo e Minas Gerais, pouco antes de chegar à Bahia. Passa por oito municípios do estado (ES) que fomam sua bacia hidrográfica, sendo que atinge 34 km de extensão, e dentro desses alguns estão dentro do Parque Estadual de Itaúnas.(clique aqui e leia sobre o parque Estadual de Itaúnas - ES) Junto ao mar, ainda alimenta e ajuda na formação de um gigantesco manguezal, e várias regiões de alagados. Banho não tem melhor. O negrume da água do Rio Itaúnas é transparente. Caramelo só na cor, porque o frescor é cristalino. O fundo é de areia, nos beiradões da Vila. Há também grandes pedras pretas formadas pelo próprio rio Itaúnas, mais uma curiosidade; as pedras são formadas pelo acúmulo de areia e posicionadas no meio do canal, que dão nome ao rio. Mas isso tudo é na vazante, que dura muito mais que as cheias. Em ciclos anuais irregulares o Itaúnas enche, emenda os meandros e sai à procura de barrancos, distantes muitos metros de suas margens. O resultado é um mar de água doce tão volumoso, que faz brotar lagunas do outro lado das dunas de Itaúnas, coladinhas ao oceano. Tanta água se resume em fartura de vida. Nas enormes ilhas flutuantes chamadas por aqui de balseiros, árvores adultas de embaúba e corticeiras descem o rio de Itaúnas vivas, misturadas a aningas e aguapés. E vêm arrastando camarões... 

Tradição na vila de Itaúnas

Ticumbi

Há mais de 300 anos, Itaúnas, no Espírito Santo, guarda suas tradições de origens antigas vindas da África.
Essa manifestação folclórica ocorre anualmente em Itaúnas entre os dias 19 e 20 de janeiro, neste Ano de 2010 as comemorações aconteceram mais cedo entre os dias 15 e 17 de Janeiro. A Vila Itaúnas se enfeita com flores coloridas e fitas embalados ao som dos pandeiros e tambores dançando a coreografia ensaiada e passada de geração em geração.
Trajados seguindo a tradição pelas ruas, alegrando a Vila Itaúnas e Homenageando a S.Benedito e S.Sebastião (santos católicos e padroeiros de Itaúnas).

História de Itaúnas
Era um povoado próspero, de intenso comércio, apesar de difícil acesso terrestre. O rio que o margeava era de largura mediana e de águas escuras, chamava-se Itaúnas (palavra de origem indígena), o nome que deu origem à Vila, em virtude de pedras pretas que haviam em seu leito.
O povo que lá vivia criava porcos em quantidade, para alimentá-los, a mandioca era o alimento principal, que por sua vez, era matéria-prima da farinha saborosa, tão apreciada pelos baianos e por todos os que possuem paladar mais rústico, ao mesmo tempo apurado. Costume indígena, lidar com a mandioca para esse povo era comum, pois em seu passado genético, corre nas veias o sangue dos índios que brotaram da nossa terra Brasil e dos negros sofridos que pra cá foram trazidos. Auxiliando o comércio dessa vila, tinha também a pitoresca passagem da madeira,que amarrada umas as outras, em balsas de até 300m, escorregavam pelo rio afora, desde o Império em Pedro Canário, guiadas pelos balseiros até chegar ao Paiol em Conceição da Barra. Madeira essa que sabem muitos, fruto do desmatamento indiscriminado que assolava o norte do Espírito Santo. Para muitos, fontes de riqueza rápida, para outros que agora vivem lá, fonte de miséria e sofrimento derivado da seca, causada pelas chuvas escassas e mal distribuídas ao longo do ano.
Entre esses encontravam-se os irmãos Reuter que por desconhecimento das conseqüências, tinham na madeira a única fonte de renda. Através deles pode-se confirmar e acrescentar dados a essa história, tentando entender como tudo acontecera. A madeira de primeira vinha em caminhões, as outras, menos nobres pra época, desciam rio abaixo, barateando o custo do transporte. Parte da madeira ia para o Rio através de navio, outra parte era comprada pela família Donato, proprietária da CIMBARRA. Assim, a riqueza da mata gerou o desmatamento, mas também o desenvolvimento da região. Tudo isso confirmado por arquivo da família e depoimentos colhidos.O Rio Itaúnas que a tantos servia, era para o povo da vila o principal acesso e por ele se dava o transporte principal. Por suas águas escuras, desciam canoas abarrotadas de sacos de farinha, toras de gigantescas madeiras e pessoas que desse intercâmbio viviam.Levadas até o paiol e de lá conduzidas até o porto de Conceição da Barra, onde os navios aguardavam ansiosos a preciosa mercadoria que para o Rio de Janeiro seria levada. Assim se dava parte do comércio que a vila sustentava, sendo a outra parte feita por terra, cujas estradas difíceis,às vezes devido a chuvas constantes, tornavam longas as viagens de ida e volta. Pequenos comércios do interior como a antiga Montanha, na época, comércio da Palha e outros mais, viviam desse intercâmbio, onde mercadorias eram trazidas e trocadas pela farinha, pelo porco e pela laranja que Itaúnas produzia em abundância.
Localizados próximo ao mar por um lado, e pelo Rio Itaúnas por outro, a vila possuía uma faixa de mata, vegetação natural, que a protegia dos ventos nordeste e sudeste que com violência sopravam vindo do mar. Até hoje não se sabe o motivo certo do desaparecimento da mata, dizem que um político local mandou tirá-la, e em troca de contos de réis, o povo da vila a tudo derrubou, queimando o que restou, deixando no solo a areia seca que por baixo da vegetação se escondia. Triste foi o fim da mata tão bela e protetora. Restou a saudade que em muitos se transformou em fantasias contadas até hoje. Outros dizem que foi cheiro de cocô que na mata se espalhava por falta de banheiro na vila. Acreditem se quiser, e tem mais. Falam alguns que o povo queria ver o mar sem precisar andar, e por causa da preguiça, perderam até a casa. E ainda há aqueles que acreditam ser culpa de São Brás que da igreja foi tirado, deixado em seu lugar São Sebastião , e a praga maldita, que a vila ia ser soterrada. Mas a história não para por ai, tem a lenda dos macacos, que dizem terem sido banidos da vila pelos pescadores e suas famílias e que juraram vingar-se e fazer com que seus moradores também de lá fossem expulsos. Por mais incrível que pareça até um monstro foi criado, e dizem que fica escondido num buraco na praia, atrai barcos de todos os tamanhos e tipos, hipnotiza tripulantes, passageiros e a todos devora sem piedade.
A natureza cobra caro do homem que dela abusa e consome indiscriminadamente. A areia insistentemente bateu á porta daquele povo assustado, fazendo com que um a um, fosse dali se retirando. Deixando pra trás apenas alguns sinais da sua estada, carregavam o que podiam, até mesmo as telhas de suas casas. Dessa corrida contra o tempo e a areia surgiu uma nova vila do outro lado do rio, nas terras do senhor Teófilo Cabral da Silva, que pela prefeitura foram compradas. Aos poucos, Itaúnas foi sendo reconstruída, onde ainda hoje encontramos alguns moradores da antiga vila costumes passados de pai para filho; uma religiosidade pura, a qual perdura nas manifestações folclórico-religiosas, como o Ticumbi e a festa de São Sebastião; comidas tradicionais, como a gostosa moqueca capixaba; a simplicidade de um povo que se traduz na sua despretensiosa forma de viver e muito mais."


Eu já fui:

Passei o último reveillon em Itaúnas; o clima da Vila é mesmo bucólico, os moradores são acolhedores.Como fui à noite, não foi possível analisar bem as praias, somente vi que a faixa de areia é extensa, mas ouço bem sobre as praias de lá, inclusive tenho vários amigos que são frequentadores e amantes dessa região.
O momento de "virada do ano" é muito bonito, as pessoas vestem branco, em grupos de amigos caminham com lampiões até as dunas, e lá se acomodam com cangas no chão para brindar às 00:00h.

Pena que às 00:00 minhas amigas e eu estávamos no lugar errado rs, não me perguntem como, mas achamos que "essa festa toda" aconteceria na praia, e lá ficamos com mais meia dúzia de pessoas, olhando para o céu e se perguntando "mas cadê as pessoas?" kkkk  enquanto isso não sabíamos, mas a multidão brindava nas dunas kkkk. Ao voltar para a Vila, encontramos o "point" digo, as Dunas... e lá estavam todos kkkk, após os brindes a multidão com seus lampiões retorna à Vila, é hora de dançar forró. Existem duas ou três casas de forró lá, mas cada noite é aberta somente uma, o preço é bem "salgadinho" na faixa de R$50,00. Mas quem preferir pode curtir o forró dos barzinhos, que é 0800.

E de pés na areia ao ritmo do forró, o dia amanhece e o sol vai revelando as belezas do lugar!! Recomendo! Mas lembro à todos; que durante a virada o "point" é nas Dunas kkkkkk.


Acesso:

Tanto para quem sai do Rio de Janeiro quanto para quem sai de Saõ Paulo basta seguir a BR-101 até Conceição da Barra, (depois de São Mateus). De lá até Itaúnas são 29 quilômetros, sendo uma boa parte de estrada de terra. O aeroporto mais próximo fica em Vitória.
Itaúnas-ES 

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