terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Matilde

 Cachoeira de Matilde. 
Fonte da imagem: http://www.clubedoturismo.com.br/diario/matilde.html

Distrito de Alfredos Chaves, a pequena cidade é cortada por uma estrada de ferro que vai até o Rio de Janeiro e fica numa região montanhosa que lhe confere o clima fresco e muitas cachoeiras. Possui muitos atrativos, entre eles o Circuito Caminho das Águas: Cachoeira Engenheiro Reeve; Estação Ferroviária; Túnel Encantado; Prainha;Vale Santa Maria Madalena (mirante).

Para  estadia você encontra os charmosos chalés, os campings, as pousadas e um hotel. Em termos de refeição, é possível encontrar comida caseira fresquinha e saborosa, como polenta com carne moída, purê de aipim, carré e frango assados, macarronada, além da dupla tradicional arroz e feijão. O serviço, em geral, é self-service e os preços são bons. Nesses restaurantes também encontra-se guloseimas como rosquinhas amanteigadas, biscoitinhos de maracujá e bombons.


Histórico:
Dividia-se em Matilde Velha e Matilde Nova, onde por primeiro se localizaram os italianos, a uns três quilômetros acima da cachoeira. Matilde era distrito e centro de convergência de outros núcleos a nordeste. Meia dúzia de casas, igrejinha, venda, padaria, da qual Dona Matilde era a padeira. A escola construída pelos colonos foi fechada pelo governo, que lá instalou a delegacia de polícia, porque a professora, coitada, lecionava em italiano. A Matilde Nova esboçou-se junto à ponte e à estação da estrada de ferro, que se chamava Engenheiro Reeve, em homenagem póstuma ao profissional inglês, tocaiado com dois tiros de espingarda. Vinha de Iriritimirim, última parada, na época, trazendo doze contos de réis para o pagamento dos operários. Ainda teve tempo de salvar o dinheiro, atirando a maleta numa ramada de espinhos arranha-gato. Eram poucos os moradores de Matilde Nova. O guarda-chaves, Seu Batistella, casado e com filhas, hospedava seu superior hierárquico, Pedro Sposito, agente da estação. A família de maior nomeada era a de Giacomo Provedel. Influente negociante e homem prestativo foi também Ângelo Modulo. Havia o armazém do Lisandro Nicoletti, comprador de café e grande proprietário, estabelecido em Vitória, cujo gerente, em Matilde, era o ferreiro mecânico Aurélio Mainardi. Certa vez Lisandro Nicoletti foi tocaiado por um bando e só escapou porque se fez de morto, depois de receber mais de dez tiros. Só perdeu o animal de sela. Tempos depois tentaram saquear-lhe a casa de negócios. Não foi só o atentado ao engenheiro Reeve que perturbou o sossego da pacata colônia de italianos; oriundos de Treviso, Udine, Beluno e Cremona, chegados de 1880 a 1890, eram boa gente. O distrito contava 370 famílias e foi perturbado várias vezes por bandos de jagunços. De quando em quando os italianos se assustavam. Habitualmente moravam nos fundos de seus estabelecimentos comerciais e a peça mais importante era a cozinha, onde a família se movimentava. por Ralph Mennuci Giesbrecht. 

 
 Linha férrea
Foto:Gizeli de Jesus


 Linha Férrea: O que mais tarde foi chamada linha do litoral foi construída por diversas companhias, em épocas diferentes, empresas que acabaram sendo incorporadas pela Leopoldina até a primeira década do século XX. O primeiro trecho, Niterói-Rio Bonito, foi entregue entre 1874 e 1880 pela Cia. Ferro-Carril Niteroiense, constituída em 1871, e depois absorvida pela Cia. E. F. Macaé a Campos. Em 1887, a Leopoldina comprou o trecho. A Macaé-Campos, por sua vez, havia constrtuído e entregue o trecho de Macaé a Campos entre 1874 e 1875. O trecho seguinte, Campos-Cachoeiro do Itapemirim,foi construído pela E. F. Carangola em 1877 e 1878; em 1890 essa empresa foi comprada pela E. F. Barão de Araruama, que no mesmo ano foi vendida à Leopoldina. O trecho até Vitória foi construído em parte pela E. F. Sul do Espírito Santo e vendido à Leopoldina em 1907. Em 1907, a Leopoldina construiu uma ponte sobre o rio Paraíba em Campos, unindo os dois trechos ao norte e ao sul do rio. A linha funciona até hoje para cargueiros e é operada pela FCA desde 1996. No início dos anos 80 deixaram de circular os trens de passageiros que uniam Niterói e Rio de Janeiro a Vitória. 


Estação de Matilde. Fonte: http://www.clubedoturismo.com.br/diario/matilde.html


Estação: A estação de Matilde foi inaugurada em 1902 ainda pela E. F. Sul do Espírito Santo. Chamava-se à época Engenheiro Reeve. Este nome foi pouco depois alterado para  Matilde, que era mesmo o nome do povoado que ali existia, e transferido para uma estação do ramal Sul do Espírito Santo, entre Espera Feliz e Coutinho. A estação ficava próxima à ponte da ferrovia sobre o rio Benevento. A linha havia chegado aí e parado, em 1902. A Leopoldina retomou as obras com o objetivo de levar a linha até Cachoeiro do Itapemirim. A época da greve dos operários da E. F. Vitória a Minas coincidiu com a retomada da ligação ferroviária Matilde-Cachoeiro de Itapemirim, pela Leopoldina (em 1907). A celebrada Estrada Sul do Espírito Santo, iniciativa do Governo Muniz Freire, com a finalidade de ligar Vitória a Cachoeiro, estancou em Matilde, quando da crise de 1900. Meu pai foi o primeiro tarefeiro admitido pelo famoso engenheiro Caetano Lopes, chefe da construção. Acampou à margem da ponte sobre o rio Benevente, que logo adiante, 500 metros talvez, se despeja em belíssimo salto de mais de sessenta metros de altura. Foi um sorriso em nossa angustiosa vida de garimpeiros. Depois do salto belíssimo, a paisagem que o rio descreve - erodindo espigões cobertos de quaresmeiras e samambaias, em contraste com o prateado das embaúbas, o verde escuro dos cafezais em pequenos talhões, o milharal em desordem, as casas de colonos de tanto em tanto, com seus telhados agudos ora de zinco, ora pintados a zarcão, ora de tabuinhas negras de caruncho, aquelas capelas devotas com sineiras em torres piramidais - empresta um bucolismo tranqüilo ao povoado que estacionara com a crise do café do fim do século e com a paralisação da construção da estrada de ferro. 



Principais Cachoeiras:

Cachoeira da Matilde
A maior queda é a da chamada Cachoeira de Matilde (62m de queda), onde não é preciso entrar na água para se molhar, o impacto é tão grande que parece está sempre chovendo. É difícil até fotografar sem sair com a lente úmida. Os mais corajosos descem pelas pedras e ficam atrás do véu de água da grande queda, faz um forte barulho lá perto!


 Queda d'agua Cachoeira de Matilde.
Foto: Gizeli de Jesus
 
Para se chegar na cachoeira , deve-se ir para Alfredo Chaves, que fica na Serra Capixaba( a entrada para a cidade fica a 22km ao sul de Guarapari na BR 101 ou  a 13km de Iconha , para quem vem do sul na mesma rodovia) e anda-se mais uns 15km em estrada de terra.Pergunte para os minhocas como se chega lá que não tem erro. É uma cachoeira linda e pouco divulgada no Brasil. Vale muito a pena conhece-lá.

Cachoeira da Vovó
Perto dessa cachoeira tem a Cachoeira da Vovó , que também vale uma visita. Ela é formada pela passagem de um rio relativamente largo por 2 degraus bem altos formando uma cachoeira em cima da outra.


Para quem quer aventura: rapel, escalada, esse é o site da empresa que oferece essa opção:
http://www.planetavertical.com.br/


Eu já fui:
Eu fiz uma caminhada com um grupo de aproximadamente 20 pessoas, saímos de Araguaia  (também distrito de Alfredo Chaves), andamos aproximadamente 11km pela ferrovia, rumo à Matilde. O caminho é cheio de surpresas, encontramos nascentes de água e alguns pontos que dá medo de atravessar, pois os trilhos são estreitos e alguns pareciam ter abismos em baixo.

Chegamos em Matilde, alguns foram descansar, outros conhecer a Estação, é lamentável que a Estação de Matilde esteja abandonada, o lugar possui um grande potencial turístico que merece cuidados de preservação.

A cidade é pequenininha mesmo, mas os moradores e os comerciantes são muito acolhedores. Almoçamos comida caseira em um restaurante, muitas pessoas foram se banhar no rio que passa pela cidade e fica bem próximo das pousadas e dos restaurantes.

   Rio que cito no trecho acima.
Foto: Érika Mezabarba
Pessoal caindo no rio próximo ao restaurante
Foto: Gizeli de Jesus

Depois conhecemos a Prainha (uma cachoeira menor), que forma bacias de água, mas lembra praia mesmo, bem  gostoso lá! Água geladinha rs. 

  Prainha
Foto: Érika Mezabarba Riva

A grande "cachoeira de Matilde" só fomos para conhecer mesmo, pois onde ela se forma não é possível se banhar, devido a força da queda de água, como é mostrado nas primeiras fotos.

Um dia volto lá para conhecer as outras cachoeiras, recomendo o passeio!

Acesso:
Localização: 
Central Espírito-Santense

Limites: 
Ao norte – Marechal Floriano e Domingos Martins
Ao sul – Iconha e Rio Novo do Sul
A leste – Anchieta e Guarapari
A oeste – Vargem Alta
Acesso Rodoviário:
Br 262, entrar no trevo para Araguaia.

81 Km de Vitória-ES


Fonte:http://www.clubedoturismo.com.br/diario/matilde.html+matilde+es&ct=clnk
http://www.ferias.tur.br/informacoes/1931/matilde-es.html


2 comentários:

  1. Olá,
    sou de Cariacica ES e Tenho muita vontade de ir conhecer Matilde, nunca fui e nem tenho conhecidos no local. Alguém sabe me dizer se tem lugar para passar o dia ?

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    1. Maiko, olha! também sou de Cariacica e ja fui diversas vezes la. Para passar o dia tem diversas opções. Camping na prainha. Caminhada pela ferrovia até Ibitirui na Cachoeira da Vovó ou no tunel dos escravos. Conhecer a belissima Cachoeira Engenheiro Reeve (62 metros) conhecer a estação ferroviaria museu. Tem diversas Pousadas para passar o dia tranquilo e em Carolina tem mais cachoeiras para banho e trilha.

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