segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Patrimônio imaterial preservado: Prefeitura entrega novo Galpão das Paneleiras

Marcos Salles
Prefeito João Coser inaugura o galpão das paneleiras
A comunidade de Goiabeiras e suas artesãs receberam da Prefeitura de Vitória o novo Galpão das Paneleiras

Marcos Salles
Prefeito João Coser inaugura o galpão das paneleiras
As paneleiras receberam também o título de Indicação Geográfica (IG), reconhecido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI)


Uma noite de festa e confraternização. A comunidade de Goiabeiras e suas artesãs receberam da Prefeitura de Vitória o novo Galpão das Paneleiras. O fazer secular da panela de barro, patrimônio histórico imaterial do país, ganha um espaço privilegiado, que dignifica o trabalho de diversas famílias e propicia qualidade no atendimento a turistas e compradores do artesanato.

Na solenidade de inauguração, estavam presentes o vice-governador do Estado, Givaldo Vieira, o prefeito João Coser, acompanhado de sua equipe de secretariado, e mais diversas autoridades. Representantes do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e da Caixa Econômica Federal também estiveram presentes.

A superintendente estadual do Iphan, Diva Maria Figueiredo, fez questão de esclarecer a todos que a modernidade do galpão entregue às paneleiras, com 32 cabines, todas com bancada, armário e prateleiras individuais num espaço arejado e bem iluminado naturalmente, em nada interfere ou prejudica o trabalho feito por elas.

Afinal, o que está registrado no Livro do Conhecimento – Ofício Paneleiras como parte do Patrimônio Cultural do Brasil é o fazer artesanal da panela de barro, que remonta há mais de 400 anos e é uma herança indígena.

As paneleiras receberam também o título de Indicação Geográfica (IG), reconhecido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). É o primeiro projeto de identificação geográfica entregue no Espírito Santo. E as paneleiras foram agraciadas com esse título porque o trabalho que desenvolvem tem raízes na localidade, o produto tem utilidade, arte e cultura.

Marcos Salles
Prefeito João Coser inaugura o galpão das paneleiras
O prefeito João Coser destacou, durante a visita, a importância de valorizar as paneleiras enquanto detentoras de um saber, um fazer artístico

Marcos Salles
Prefeito João Coser inaugura o galpão das paneleiras
O galpão entregue às paneleiras conta com 32 cabines, todas com bancada, armário e prateleiras individuais num espaço arejado e bem iluminado

Compromisso com a tradição

O secretário municipal de Cultura, Alcione Pinheiro, enalteceu a entrega de uma obra que, segundo ele, dignifica ainda mais a cultura popular da cidade. “Cuidar de nossas tradições tem sido uma de nossas metas. E quero lembrar a todos que, hoje, somos aqui peças de uma história que vem sendo construída há séculos. Entregar esse novo galpão é um privilégio para nós, uma realização de um sonho para essas pessoas de extraordinário valor e toda a comunidade de Goiabeiras”.

A presidente da Associação das Paneleiras de Goiabeiras (AGP), Berenícia Correia do Nascimento, agradeceu, emocionada, ao empenho de todos os envolvidos para que aquele espaço fosse construído e entregue a elas. “Estamos vivendo um novo momento a partir dessa conquista, com esse galpão tão bonito que está sendo entregue a nós. É uma felicidade muito grande”, ressaltou.

O vice-governador do Estado, Givaldo Vieira, destacou o significado de entregar o novo galpão das paneleiras para a cidade. “Estando aqui, eu sinto a alegria do povo de Vitória e da comunidade ao receber essa obra, fruto do protagonismo do prefeito João Coser. Um espaço que oferece melhores condições de trabalho às paneleiras e se preocupa também com o atendimento ao turista e demais pessoas que vêm até aqui em busca da panela de barro”, destacou.

Em sua fala, o prefeito João Coser fez questão de frisar que os méritos da obra do novo galpão eram muito mais da comunidade. “Devolvendo à cidade o direito ao debate por meio das conversas, do orçamento participativo, foram vocês quem escolheram como prioridade este galpão. Hoje, nós estamos aqui dando um retorno a vocês, aos impostos que vocês pagam com este serviço”.

O prefeito falou ainda sobre a importância de valorizar as paneleiras enquanto detentoras de um saber, um fazer artístico, e mantenedoras de uma das maiores tradições da cultura capixaba. “Vocês são nosso orgulho e orgulho nacional”, disse.

Marcos Salles
Prefeito João Coser discursando na inauguração do galpão das paneleiras
Em sua fala, o prefeito João Coser fez questão de frisar que os méritos da obra do novo galpão eram da comunidade

Vitor Nogueira
Paneleira
O fazer artesanal da panela de barro remonta há mais de 400 anos e é uma herança indígena

Com edição de Deyvison Longui





quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Melhores restaurantes e bares da capital recebem Selo de Qualidade Turística

Antônio Carlos Nascimento
Restaurante
O Selo é um mecanismo de premiação que dá credibilidade a estabelecimentos comprometidos em oferecer bons serviços
Proprietários de bares e restaurantes de Vitória que tiveram seus estabelecimentos avaliados receberão, nesta terça-feira (22), às 19h30, o Selo de Qualidade Turística, durante o 11º Congresso e Feira Bares, Restaurantes, Hotéis e e Similares Sabores, no Pavilhão de Carapina, em Serra.
O número de inscritos para receber a premiação na Secretaria Municipal de Turismo (Semtur) este ano chegou a 67. A relação dos aprovados será divulgada na entrega da premiação. Para confirmar presença no evento é necessário ligar no telefone 3235-2916.
O Selo é um mecanismo de premiação que dá credibilidade a estabelecimentos comprometidos em oferecer bons serviços. E, ainda, orienta turistas e os próprios moradores sobre a qualidade dos produtos oferecidos. A participação foi facultativa e gratuita.

Oportunidade

Segundo o secretário municipal de Turismo, Antônio Bispo, a resposta dos comerciantes é significativa, pois as indicações de melhoria têm sido atendidas. Os participantes recebem vistoria gratuita, que aponta aspectos relevantes para a adequação.
A avaliação dos estabelecimentos segue os mesmos critérios para todos os empreendimentos, independente de seu porte, o que se configura como uma oportunidade para que o talento e esmero dos empresários e responsáveis pelos estabelecimentos tenham destaque.
As categorias atendidas são churrasco e carnes; comidas árabe, brasileira, capixaba e frutos do mar; cozinhas internacional, italiana, oriental, portuguesa; petiscos e porções; pizzaria e self-service. "O estabelecimento deve prestar um serviço de acordo com a proposta sugerida. Mais importante que o glamour ou sofisticação do lugar é a qualidade do atendimento, o serviço oferecido e a consideração ao turista", destacou Bispo.

Padrão

O secretário reforçou que a intenção é que os serviços sejam padronizados e os clientes tenham sua expectativa atendida. Manter o selo, destacou Bispo, mostra, inclusive, a preocupação com a capacitação profissional, em especial, num momento como o atual quando Vitória ganha competitividade, projeta-se como importante polo de serviços e ganha visibilidade.
Foram utilizados na avaliação, critérios como aspectos legais e construtivos, equipamentos e instalações, utensílios, serviços e atendimento ao turista. Informações como inscrição municipal, quantidade de mesas e cadeiras, número de garçons e cozinheiros, ano da inauguração e qualidade do site, entre outros, foram indicados.
Antônio Carlos Nascimento
Restaurante
Foram utilizados na avaliação, critérios legais e construtivos, equipamentos e instalações, utensílios, serviços e atendimento ao turista
A concessão do Selo é feita por meio das secretarias municipais de Turismo (Semtur), de Desenvolvimento da Cidade (Sedec) e Saúde (Semus) e cumpre três etapas distintas e complementares. Foram feitas a análise documental, a inspeção sanitária e, na etapa final, a verificação da qualidade.

Negíocios

Durante a Sabores, que será realizada desta segunda (21) até quarta-feira (23), serão apresentados os melhores produtos, os equipamentos mais modernos e serviços sofisticados para o segmento de bares, restaurantes, hotéis e similares. Na programação do Congresso e Feira constam palestras, encontro de chefs e aulas shows com especialistas em gastronomia.
Além disso, a Sabores se apresenta como uma excelente oportunidade para a prospecção de novos negócios. Somente na edição de 2010 o evento gerou mais de R$ 1 milhão em transações comerciais para o segmento e reuniu mais de 3 mil participantes.
Com edição de Deyvison Longui

Fonte: http://www.vitoria.es.gov.br/secom.php?pagina=noticias&idNoticia=7291


quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Beleza natural não basta

Vítima da falta de planejamento ao longo de anos, e enfrentando problemas estruturais, o Espírito Santo ainda atrai poucos turistas

20/11/2011 - 22h39 - Atualizado em 20/11/2011 - 22h39
A Gazeta


foto: Daniela Zanotti
Obras em Praias - Castanheiras

No Centro de Guarapari, o impacto visual da expansão imobiliária à beira-mar é visível

Claudia feliz

cfeliz@redegazeta.com.br

Você certamente já deve estar cansado de ouvir dizer que o Espírito Santo é um Estado com muita beleza natural, onde é possível ir da praia à montanha rapidamente - algo em torno de 40 minutos, já pensou que delícia? -; com uma culinária saborosíssima - nossa moqueca é mesmo imbatível!. Sem falar na sua posição estratégica, bem próxima dos grandes centros do país. Então por que será que nosso turismo de lazer é tão inexpressivo?
Há anos, é sempre a mesma coisa. Às vésperas da temporada de verão, hotéis, bares, restaurantes, e o comércio em geral, começam a contagem regressiva para a chegada dos turistas. Pena que, segundo admite o próprio presidente do Espírito Santo Convention & Visitors Bureau, Maely Coelho, há ainda, em terras capixabas, quem explore o turista, e não o turismo...

Não dá para negar que, do ponto de vista do turismo de negócios, nossa posição é mais confortável. Mais de 600 eventos nacionais e internacionais foram realizados nos últimos 12 anos de existência do Convention Bureau, basicamente, em Vitória. Na Capital, de segunda à sexta-feira, técnicos e executivos de empresas de fora, que para aqui migram em função dos seus negócios, garantem uma boa ocupação hoteleira.

Mas poderíamos ter um registro bem maior, se não padecêssemos de um, entre muitos males turísticos: não temos um centro de convenções capaz de abrigar grandes eventos. E a lista de "defeitos" não para por aí. A estrutura do nosso aeroporto, mesmo com o "puxadinho", parece piada de mau gosto. Grandes aeronaves não cabem no seu pátio.
foto: Divulgação/Iema
Obras em Praias - Castanheiras
A beleza da Pedra Azul, um dos símbolos da região de montanha capixaba
Projetos
Secretário de Estado do Turismo, Antônio Alexandre Passos, fala com otimismo dos projetos executivos para construção de um verdadeiro centro de convenções, no cruzamento das avenidas Dante Micheline e Adalberto Simão Nader - esse, parceria do governo do Estado com a prefeitura da Capital - e para a construção de um terminal de passageiros de cruzeiros marítimos na Praça do Papa, orçado em R$ 60 milhões. O aeroporto? Bem, a solução para essa "novela" está nas mãos do governo federal, mas Passos faz questão de ressaltar o empenho do estadual nessa história.
Otimista, diz que o Espírito Santo "é a bola da vez do turismo", apostando no resultado do trabalho que vem sendo articulado pela secretaria exclusiva do setor, com apenas três anos de existência - sintomático, não? - que ele dirige.

O secretário diz que está em processo a contratação de uma empresa para desenvolver o marketing do turismo do Espírito Santo, dentro de uma estratégia nacional. Ele cita a veiculação de anúncios publicitários sobre o Espírito Santo em publicações especializadas e de grande porte, reuniões com grandes operadoras, e até uma estratégia recentemente adotada: a oferta de um carro popular (motor 1.0) para o agente de viagens que vender mais pacotes para o Espírito Santo. "Turismo virou prioridade do governo, é um dos dez eixos de desenvolvimento do Estado", garante.

Críticas
Tem muita gente torcendo para que essa promessa realmente vingue. Gente como o consultor e professor especializado em Turismo, Mário Petrochi, para quem o que nos falta é planejamento. Ele lembra que a Grande Vitória beneficia-se do turismo de negócios, que acompanha o sucesso da economia; e que as montanhas capixabas, embora belas, ainda não têm atrativos e estrutura suficientes para pessoas de fora do Estado - afinal, terras cariocas, paulistas e mineiras também têm suas montanhas, bem mais famosas.

Resta-nos o litoral. E é aí que reside mais um complicador, na visão do especialista. "O litoral Sul é um destino em decadência. Guarapari perdeu prestígio, tudo por falta de planejamento e da ação desastrosa da especulação imobiliária, que resultou numa ocupação do solo irregular", garante ele, que após ter atuado profissionalmente em Belo Horizonte, constatou: "Lá, para a classe média, Guarapari virou sinônimo de palavrão".

Não dá para negar que, ao longo dos últimos anos, caiu o nível socioeconômico dos visitantes da nossa "cidade saúde". Continuamos recebendo muitos mineiros, mas que tornaram-se "diaristas" - uma referência à redução do tempo de permanência dos turistas por aqui.

foto: A Gazeta
Obras em Praias - Castanheiras


Novo destino
Para Petrochi, a fronteira de expansão do turismo capixaba é o Litoral Norte, que ainda não deslanchou, e para o qual ele defende a construção de um melhor acesso rodoviário. "É a joia que deveria ser potencializada com um projeto que não repetisse os erros do Litoral Sul", argumenta.

E Petrochi vai além em sua críticas. para ele, empresários do setor "ficam de braços cruzados esperando o turista aparecer", por falta de ações de marketing. "O Estado, quando faz propaganda, o faz de forma institucional, e não para vender produto. E o empresário prefere o individualismo, embora se saiba que no turismo um depende do outro. Por que não montar pacote turístico para vender nas cidades do próprio Espírito Santo e de outros Estados próximos?", pergunta.

Por meio de sua assessoria, o presidente do Sindicato de Bares e Restaurantes do Estado, Wilson Vettorazzo Calil admite: "A indústria do turismo ainda não conseguiu sensibilizar o Poder Público de que ela é uma grande geradora de desenvolvimento econômico e social para o Estado". Mas ele acredita que com a criação, neste ano, da Câmara Empresarial do Turismo, na Federação do Comércio, ventos possam soprar a favor.

"O governo passa a ter um interlocutor que fala por todo o setor empresarial e que deverá levar propostas consistentes e apresentar, de forma organizada, projetos que possam efetivamente alavancar o nosso turismo, transformando as nossas belas paisagens, nossas riquezas culturais e a nossa rica gastronomia em grandes oportunidades de desenvolvimento econômico e social para o Estado", afirma Calil.

Mesma tecla

Maely Coelho admite que, nos dois últimos governos, o setor evoluiu, mas também insiste na mesma tecla, de que faltam infra-estrutura e também divulgação do Espírito Santo lá fora, aliado a outro problema, relativo à nossa cultura de receber visitantes.

"Faltam opções de entretenimento e lazer. Já reparou que no domingo, muitos dos nossos restaurantes fecham cedo?", pergunta, reforçando: "Temos que desenvolver a cultura de receber bem. Para se vender bem um destino turístico, é preciso que as pessoas que moram gostem dele. Temos que promover o desenvolvimento do turismo de dentro para fora", argumenta Coelho.

Aprendizado
Desde 1977 atuando no setor turístico no Espírito Santo, o presidente regional da Associação Brasileira da Indústrias Hoteleira (ABIH), Dionísio Corteletti, defende uma campanha agressiva para estimular visitas ao Estado na baixa estação - só na alta, principalmente em janeiro, os hotéis do litoral têm taxas elevadas de ocupação, chegando a 95%. No resto do ano, tirando alguns finais de semana, a situação para muitos é crítica.

"Temos força no turismo de negócios e eventos, mas no de lazer ainda aprendemos com outros Estados", diz Corteletti, acrescentando: "A imagem do Espírito Santo é o Convento da Penha, mas alguém vê essa peça divulgada em âmbito nacional? Essa responsabilidade pela divulgação do Estado cabe ao poder público - governos estadual e municipal. Se há projetos governamentais, a iniciativa privada participa com ações. Os dois têm que se unir", insiste ele.

Todos - críticos ou não, admitem que há muito a ser feito. O secretário estadual de Turismo insiste que há um processo em curso, destacando o que considera sinal de mudança positiva. Segundo ele, a operadora CVC dobrou o número de pacotes vendidos para o Espírito Santo no último feriadão de novembro, e a Intercontinental já fechou pacotes para o Réveillon. Que venham, então, os turistas!

Fonte: http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2011/11/noticias/a_gazeta/dia_a_dia/1033828-beleza-natural-nao-basta.html

sábado, 19 de novembro de 2011

Paneleiras de Goiabeiras

Panela de barro: 400 anos de tradição

Vitor Nogueira
Mãos moldam panela de barro
A produção artesanal de panela de barro é uma das maiores expressões da cultura popular de Vitória e do Espírito Santo. A técnica na produção, assim como a estrutura social das artesãs, pouco mudou em mais de 400 anos, desde quando era produzida nas tribos indígenas.

Nos últimos séculos esse trabalho sempre garantiu a sobrevivência econômica de famílias. As artesãs estão vinculadas à Associação das Paneleiras. As autênticas Moqueca Capixaba e Torta Capixaba, dois pratos típicos regionais, somente são servidos nas panelas de barro por tradição.
Para fazer as panelas, as artesãs retiram a argila do Vale do Mulembá, local situado no bairro Joana D'Arc, na Ilha de Vitória. Do manguezal que margeia a região de Goiabeiras é extraída a casca da Rhysophora mangle, popularmente chamada de mangue vermelho. Essa casca permite extrair a tintura impermeabilizante de tanino, com a qual são pintadas de negro as panelas, quando quentes.

Patrimônio Cultural Brasileiro

A arte de confeccionar as panelas de barro foi herdada das culturas tupi-guarani e transmitida por várias gerações. Desde 2002 o ofício de fazer panelas de barro é reconhecido nacionalmente como um Bem Cultural de Natureza Imaterial e titulado como Patrimônio Cultural Brasileiro.
A inclusão das paneleiras como Patrimônio Cultural Brasileiro foi uma iniciativa do Ministério da Cultura e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A medida se tornou possível por intermédio do Decreto Federal 3.551/2000, que instituiu o registro de bens culturais de natureza imaterial.

Trabalho manual

A modelagem das panelas é feita manualmente. A parede da panela é levantada por meio do uso de roletes ou escavada na "bola" de argila, quando é "puxada". Para isso são utilizados os movimentos das mãos, tanto circulares como verticais, abaulando, arredondando, definindo o formato da peça com a ajuda de ferramentas rudimentares, como pedras lisas, cascas de coco, coité (pedaço de cabaça) e objetos similares. É o mesmo procedimento utilizado pelos povos indígenas que habitaram Vitória há mais de 400 anos.

A característica mais marcante das panelas é a coloração escura. Isto é obtido por meio da impregnação do tanino na peça. A casca é retirada do tronco por meio de golpes de um porrete de madeira. As lascas da Rhysophora mangle, o mangue vermelho, são picadas e colocadas de molho em água doce, para curtir dessa forma em um máximo de três dias.
Vitor Nogueira
Panelas de barro sendo queimadas


Consciência ecológica

Ao contrário do que se possa supor, essa prática não é predatória, porque foi disseminada a consciência de preservação por parte dos "casqueiros". Dessa forma, somente é retirada a casca de um dos lados do tronco, em pouca quantidade. O procedimento não prejudica a árvore, nem o ecossistema do manguezal.

A aplicação do tanino nas panelas é feita da seguinte forma: com uma vassorinha embebida em tanino, bate-se, vigorosamente, na peça ainda quente, imediatamente após sua retirada do fogo. Esse processo de impregnação é conhecido como "açoite". Como resultado, o tanino penetra nos poros da cerâmica, cobrindo fissuras e tornando-a impermeável, servindo também para impedir a proliferação de fungos, que, com o correr do tempo, esfarelam o barro.

Com a coloração escura da panela é possível obter uma melhor concentração do calor, facilitando, dessa forma, o cozimento e a conservação dos alimentos. As panelas, depois de modeladas, ficam em lugar ventilado e protegido do sol até secarem completamente. Só depois é efetuada a queima, não em forno, mas em fogueiras a céu aberto - método bastante primitivo adotado por tribos indígenas.

O processo consiste em empilhar as panelas sobre grossas toras de madeiras, formando o que se chamam de "cama", para permitir, desse modo, a circulação do ar pela parte inferior. Nas laterais e em cima, são colocados pedaços menores de madeira. O fogo é ateado em uma das extremidades, na "cabeceira da cama", e, com a ajuda da ventilação natural, expande-se por todo o conjunto. Dependendo do número de peças, o cozimento pode durar várias horas.

A queima também é feita dentro de um procedimento ecologicamente correto, já que não há desmatamento de árvores da região. Para fazer o fogo são utilizados restos de madeiras, principalmente da construção civil. Apesar desse tipo de madeira nem sempre possuir o melhor poder calorífico, o resultado final é satisfatório desde que o calor produzido seja intenso, uniforme e dure o tempo necessário.
 Fonte: http://www.vitoria.es.gov.br/turismo.php?pagina=paneladebarro


Raiz da cultura popular do Espírito Santo, a legítima panela de barro Capixaba é identificada por um selo de qualidade da Associação das Paneleiras de Goiabeiras. As Paneleiras de Goiabeiras, assim chamadas por ser a maioria das artesãs mulheres, residem no bairro de Goiabeiras, em Vitória, capital do Estado do Espírito Santo. Com competência confeccionam, em barro, panelas, potes, travessas, bules, caldeirões, frigideiras etc, de diversas formas e tamanhos.
O ensinamento, transmitido de pais para filhos, permite que a identidade cultural desta atividade seja mantida com muito poucas alterações, há várias gerações. São avós, mães, filhas e netas exercendo o mesmo ofício. Anteriormente, as Paneleiras trabalhavam individualmente em suas próprias casas. Atualmente, mais organizadas, estão agrupadas na Associação das Paneleiras de Goiabeiras, uma espécie de cooperativa. Trata-se de um galpão onde cada uma, independentemente, produz e comercializa suas próprias peças. Sob o aspecto econômico, a renda que auferem, é significativa no contexto da manutenção de suas famílias. A Associação já se tornou um dos pontos turísticos da cidade, sendo visitada, regularmente, por turistas interessados em adquirir as peças e ver como as mesmas são confeccionadas.

Fonte: http://www.ceramicanorio.com/artepopular/paneleirasgoiabeiras/paneleiras.htm



 Eu já fui:

"Panela de barro, raiz da cultura capixaba" estava ansiosa para conhecer o galpão das paneleiras, ao chegar no local confesso que fiquei decepcionada:

1- Falta de sinalização de um ponto turístico tão importante;
2- Situação de improviso do galpão;


                                                                    Foto: Arquivo pessoal

Atualmente as paneleiras estão em um local provisório; saíram do galpão oficial da associação para a prefeitura realizar a reforma, mas parece que há tempos essa entrega é adiada, encontrei o histórico da espera das artesãs:
E a Prefeitura havia prometido reformar em 6 meses:
Haaa... se eu fosse secretária de cultura ou de turismo!!!!!!! Não iria deixar a situação continuar assim:

                                                                    Foto: Érika Mezabarba 

Bom... o local não condiz com a importância das paneleiras para a cultura capixaba, mas a simpatia delas e a vontade de transformar a argila em panela é algo precioso! Elas permitem serem fotografadas, afinal já estão habituadas à trabalhar sob flashs, pois o espaço está sempre cheio de turistas.

E não têm feriado, não tem final de semana... nada de descanso... sempre tem paneleira com a mão na massa lá na associação!

                                                                 Foto: Érika Mezabarba

                                                               Foto: Érika Mezabarba 



Foto: Arquivo pessoal 
                                                            Foto: Érika Mezabarba

Durante a visita você pode assistir a fabricação das panelas, conversar com as paneleiras (super simpáticas), tirar fotos e comprar a famosa panela!!! rs Você encontra muitas opções de panelas de barro, o preço é justo, compramos uma grande por R$30,00, vi umas pequenininhas de colocar molho (uma graça).

Espero que em breve o galpão novo seja entregue, as paneleiras lutam por mais apoio e melhores condições de trabalho e elas merecem! Torço para que essas mulheres guerreiras  façam muito sucesso pelo mundo inteiro!

Indico esse vídeo com a reportagem sobre as paneleiras, feita por minha querida amiga Raquel:
http://www.youtube.com/user/Carlosafotoplay#p/u/202/n-HfjhGqKKU


Acesso:
Rua das Paneleiras 55 (próximo a faculdade UNIVIX)
Goiabeiras
Vitória-ES

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Confira alterações no trânsito da avenida Maruípe com as obras de saneamento

André Sobral
Rua Oto Ramos até a Praça Vicente Guida
A interdição total da avenida Maruípe será no trecho que fica entre a rua Oto Ramos e a praça Vicente Guida (Eucalípto)


A Secretaria Municipal de Transportes, Trânsito e Infraestrutura Urbana (Setran) autorizou a interdição total do trecho da avenida Maruípe, que fica entre a rua Oto Ramos e a praça Vicente Guida (Eucalípto), a partir desta terça-feira (15).

A interdição é para obras de saneamento básico que fazem parte do Programa Águas Limpas, da Cesan, e para obras de ampliação da rede de macrodrenagem na região, realizada pela Prefeitura de Vitória. A autorização vale por 46 dias.

As linhas dos ônibus que percorrem toda a avenida Maruípe farão o trajeto pela rua José Cassiano dos Santos, avenida Cel. José Martins de Figueiredo, rua Marechal Hermes, rua José Mota Fraga, avenida Adolpho Cassoli, rua Manoel Pinheiro, acessando novamente a avenida Maruípe.

Já as linhas de ônibus que passam pela avenida Marechal Campos podem seguir pela avenida Maruípe em direção à avenida Leitão da Silva, ou contornar a praça Vicente Guida e seguir pela rua Marechal Deodoro da Fonseca, até a rua Marechal Hermes e seguir em direção à Fradinhos.

Os veículos devem seguir o mesmo trajeto dos ônibus. O acesso ao local da interdição será apenas para moradores e ambulâncias. As vias que contornam a praça Vicente Guida estarão livres para circulação de veículos. Todo o trecho estará sinalizado e agentes de trânsito da Guarda Civil Municipal estarão presentes dando apoio aos motoristas e pedestres.
Com edição de Deyvison Longui



Restaurante Popular oferece refeição a R$ 1,00

Sérgio Cardoso
Homem sendo servido por funcionária do Restaurante Popular
O Restaurante Popular de Vitória é um espaço que oferece alimentação saudável ao preço acessível de R$ 1,00, em local confortável e de fácil acesso. O marmitex é comercializado a R$ 1,50. Com a iniciativa, busca-se ampliar a oferta de refeições aos trabalhadores urbanos, desempregados e à população de baixa renda, garantindo o direito humano à alimentação adequada.

O Restaurante Popular é um programa do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan), regulamentado pela Lei Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricional (Lei Federal 11.346/2006). Conta com um cardápio diferenciado, disponível para consulta.
 
 

Serviços prestados

  • Serve duas mil refeições por dia;
  • Eventos sociais em datas significativas;
  • Eventos culturais: música ao vivo e teatro.
  • Atividades educativas com distribuição de materiais informativos e receitas atestadas nutricionalmente
  • Avaliação nutricional em parceria com as faculdades de nutrição da Grande Vitória.
 
 

Onde fica:

Endereço: Praça Misael Pena, Parque Moscoso.
Telefone: (27) 3132-5288
E-mail: rpvitoria@vitoria.es.gov.br
Horário de funcionamento: segunda a sexta-feira, das 10 às 14 horas.






domingo, 6 de novembro de 2011

Aniversário do blog: 01 ano divulgando o ES


Hoje o blog completa 01 ano!!!! Parabéns ao "Capixaba quer sair de casa"!!!!!!!
Um ano divulgando motivos para você sair de casa, provando que no ES tem muita opção para diversão!!! 

Algumas conclusões durante esses 365 dias postando:

1- Cultura não falta no nosso Estado; falta vontade política para investir;
2- Não faltam estabelecimentos diferenciados; faltam mais empreendedores ousados para oferecer "o diferente" para turistas e capixabas;
3- Não falta "bom atendimento"... falta divulgação do que é bom!!! Existem opções que ninguém imagina que existe, com qualidade de atendimento "nota 10", quando posto aqui as pessoas comentam "noss não sabia!"
4- As pessoas que dizem que em "Vitória não tem opção de lazer", não saem de casa nunca mesmooo kkkkk Pode ter orquestra na Pedra da cebola, show na praia, teatro (de graça), elas não vão!! kkkkkkk Impressionante!!!


É muito gratificante levantar o que ainda não existe na Grande Vitória, estimulando o empreendedorismo:


Assim como é gratificante montar a agenda com as opções:

 Ver o blog na primeira página do google:


 Ver os internautas discutindo no blog (se o local é bom ou ruim):
 Abrir o blog e ler os comentários, como o da Thainá (recebi hoje):

Thaina C. :) disse...
Olha, primeira vez que visito o blog.. descobri atraves de uma pesquisa que tava fazendo no google sobre o top strike que fechou né ... ai apareceu o link do seu post falando do top strike.. Adorei já, desde o nome. O ES é um estado lindo e falta muito investimento. Olha, vou estar sempre por aqui.. li vários posts seus.. falando da sao firmino, do belisco bar, abertura, igrejas, e muitos outros mais. Olha, sinceramente, se quer um conselho, invista nesse blog, sério mesmo.. vou divulgar ele pra uns amigos. Parabéns! De verdade mesmo.

Eu amooooo esse blog.... porque adoro escrever... adoro empreendedorismo, adoro descobrir o que me espera no mundo lá fora!! E adoro compartilhar isso com vocês! 
Afinal... "a vida acontece fora de casa minha gente!!" rsrsr

E olhem os acessos (de toda parte do mundo):

Brasil
 43.120
Estados Unidos
 2.400
Portugal
 557
Alemanha
 377
Rússia 
104
Itália 
82
Espanha 
68
Holanda
 62
Reino Unido 
53
França
 50

FORAM QUASE 50.000 acessos uauauauau!!!!! Tomara que continue assim!!! Foi com esse objetivo que o blog ganhou visual novo!!! E enquete comprovou que o público gostou, fiquei feliz com a aprovação!!! Aguardem os cartões de visita uauaua!!!!!

Meu muitooo obrigada aos internautas que acessaram, comentaram, em especial aos amigos que divulgam... apoiam... e seguem o blog!!!


Contatos:
Para quem quiser anunciar, enviar críticas e sugestões, meu e-mail: erikamezabarba@gmail.com

Encontrem o Capixabaquersairdecasa no twiter

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