terça-feira, 31 de julho de 2012

Projeto do Parque do Penedo é aprovado

Texto: Kárita Iana / Foto: Divulgação

Morro do Penedo  - Imagem: Divulgação

O projeto conceitual do Centro de Vivência do Monumento Natural Municipal Morro do Penedo foi apresentado, na manhã desta quinta-feira (26), para o Conselho Municipal de Meio Ambiente fechando o ciclo de discussões para iniciar a captação de recurso e as etapas de implantação. O projeto também passou pelo Conselho Gestor da Unidade de Conservação e pelo Conselho Estadual de Cultura e recebeu aprovação.

O objetivo do projeto é tornar o Penedo um ponto de visitação para que moradores, turistas, pesquisadores e estudantes tenham a oportunidade de conhecer a biodiversidade da Unidade de Conservação e contemplar a beleza natural do manguezal de Aribiri e a baia de Vitoria.
“Discutimos o projeto em vários âmbitos e agora temos respaldo para seguir com os próximos passos que fazem parte do nosso plano para as Unidades de Conservação. Esse é um desejo antigo de muitos no intuito de agregar aos visitantes mais conhecimento em relação a utilização das Unidades de Conservação. É um investimento em área pública para uso coletivo, sem interferir na paisagem do morro que será totalmente preservado”, explicou o secretário de Meio Ambiente, João Nardoto.

Para um dos membros titulares do Conselho Municipal, Petrus Lopes, a implantação do Parque será um marco para a história das Unidades de Conservação em Vila Velha. “Nos últimos anos temos acompanhado várias melhorias em relação ao meio ambiente, mas esta instalação vem iniciar um novo conceito de utilização das Unidades, um divisor de águas. A estrutura do projeto está de excelente padrão, e adequada para o que o município precisa. Vamos acompanhar para que a sustentabilidade seja priorizada”, disse o gestor do Instituto Jacarenema de Pesquisa Ambiental (Injapa).

O projeto, que tem como base manter moldes originais do monumento, prevê a implantação de Centro de Vivência, trilhas para passeio ecológico, mirante, passarelas, cais flutuante, pórtico de entrada, píer para chegada pelo mar, e deque de madeira. Além disso, está previsto a instalação de uma torre de acesso entre o Morro da Urca e do Penedo, de um sistema de captação de água da chuva, e ainda a restauração da casa de pedra com museu.

Fonte: http://www.vilavelha.es.gov.br/noticias/projeto-do-parque-do-penedo-e-aprovado-2631

 

terça-feira, 24 de julho de 2012

Lei da meia-entrada em Vitória enfrenta problemas para ser cumprida

 Falta de orientação de funcionários e má fiscalização nas bilheterias são alguns dos obstáculos para o público

 

GAZETA ONLINE

Ampliada em maio deste ano para professores das redes municipal e particular de Vitória, a meia-entrada em eventos artísticos, culturais e desportivos ainda gera discussões e mal-entendidos entre público e produtores. Para adquirir os ingressos, em algumas ocasiões, os consumidores sofrem com a inadequação de estabelecimentos e a falta de orientação de funcionários.

Em Vitória, o benefício concedido aos professores já compreendia as categorias de estudantes (Lei nº 4.882/1999), jornalistas e radialistas (Lei nº 6.217/2004). No momento da aquisição do ingresso, ou na entrada do evento, é preciso comprovar a formação com os registros profissionais emitidos pelos sindicatos. No caso dos estudantes, são aceitas as carteiras de identidade estudantil. Passar pela bilheteria, porém, pode ser um transtorno mesmo com as identificações.


Por meio do 'Fale Conosco' do Gazeta Online foi relatado que o Cinemark, localizado no Shopping Vitória, não permitiu que a professora Fátima Luzia Sezama comprasse a meia-entrada para assistir a um filme, há cerca de um mês. Segundo ela, uma funcionária informou que o cinema não estava vendendo a meia para professores. "Eu precisei pagar a inteira. Xeroquei a lei e agora ando com ela dentro da bolsa", disse Fátima.

Em nota, a Rede Cinemark declarou que orienta a equipe a aceitar o benefício para professores. De acordo com a empresa, são feitos treinamentos periodicamente com os funcionários para a atualizá-los sobre a meia-entrada. No entanto, a rede não se manifestou sobre o caso da professora.

Informe da lei

O conhecimento da mudança da lei, segundo o Gerente do Procon Municipal, Marcos Nati, é obrigação dos responsáveis pela produção de eventos: "Quando a lei entra em vigor, a gente entende que todos têm compreensão. Os produtores não podem alegar desconhecimento para não cumprir".

Marcos acrescenta que, como a lei é nova, o mês de julho foi reservado para levar as informações aos realizadores, numa tentativa de fiscalização de caráter educativo. Em entrevista na quinta-feira (19), o responsável pela produtora Espírito Cultura, Eduardo Pagani, afirmou que não recebeu nenhuma notificação desde que houve a mudança na lei da meia-entrada. "Ninguém passou nada para a gente. Eu descobri sem querer, por meio de uma amiga", disse ele.

O diretor do Cine Ritz Norte-Sul, Gilmar Sanvido, no mesmo dia, afirmou que também não foi informado da ampliação do benefício: "Aqui não houve mudança porque sempre teve meia para professores. Não recebemos nenhuma notificação da prefeitura." Já Kaedy Azevedo, responsável pelo Ilha Shows e Barracústico, disse que recebeu um ofício da Prefeitura de Vitória quando a lei mudou.

Fiscalização

Para garantir o cumprimento da lei, Marcos Nati afirma que há fiscalizações rotineiras nas casas de show e demais estabelecimentos artísticos: "Não existe dificuldade grande para garantir o direito à meia-entrada. Há compreensão da maioria dos produtores."

No Ilha Shows e no Barracústico, não existe rotina de fiscalizações. "Vieram uma ou duas vezes", disse ele. Nos eventos produzidos pela Espírito Cultura, de acordo com Eduardo Pagani, nunca houve fiscalização: "Trabalho há oito anos com isso e ninguém verificou nada. Não existe fiscalização."

Eduardo lembra que, durante a entrada para a peça "História de Nós 2", no Teatro da Ufes, em abril deste ano, houve problema com a meia-entrada para professores. "Um professor foi barrado porque a gente não tinha conhecimento da lei. Mas um funcionário do teatro esclareceu a história e deixou ele passar", completa. Na época, também não havia fiscalização no evento.
Preços

Devido a alta demanda por meia-entrada nas bilheterias, o preço dos ingressos pode sofrer acréscimo para compensar a menor venda de inteiras. Segundo Marcos Nati, alguns produtores cobram um valor alto nas inteiras para burlar a lei. "A fiscalização tem atuado com relação a isso. Já tivemos caso de travar bilheterias e exigir o abatimento de 50% do preço para oferecer a meia-entrada real", disse o gerente do Procon.

Kaedy Azevedo nega o aumento. "Aqui os valores foram mantidos. O preço sempre girou em torno de R$ 35 (meia) e R$ 70 (inteira)". Gilmar Sanvido, diretor do Cine Ritz Norte-Sul, também disse que os ingressos continuam com o mesmo preço. A Rede Cinemark reconheceu o aumento significativo nos valores dos ingressos, mas declarou que a alteração não tem qualquer relação com a demanda de meia-entrada. Segundo a empresa, houve reajuste em todos os cinemas da rede.

Se houver problema para adquirir a meia-entrada quando se tem o benefício, o consumidor deve fazer uma denúncia contra o estabelecimento no Procon, de acordo com Marcos Nati. "A gente manda a fiscalização no local para ver se é desconhecimento do funcionário ou se é uma prática da empresa. O estabelecimento pode ser punido com multa, avaliada de acordo com a infração e faturamento da empresa. O valor pode chegar a R$ 6 milhões", finaliza.

Fonte: http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2012/07/divirta_se/noticias/1317682-lei-da-meia-entrada-em-vitoria-enfrenta-problemas-para-ser-cumprida.html

 

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Antigo bonde está exposto na Casa da Memória

Texto: Lívia Albernaz / Foto: Zanette Dadalto e Eduardo Ribeiro

Casa da Memória - Imagem: Eduardo Ribeiro

Vila Velha é o berço da civilização capixaba. A história do Estado do Espírito Santo começou em um domingo, dia 23 de maio de 1.535, quando a caravela Glória, que trazia o português Vasco Fernandes Coutinho aportou na Prainha. E é na Prainha, com seus monumentos históricos, que toda história é revelada a turistas, jovens e crianças que buscam fora da sala de aula, descobrir um pouco do passado. São locais únicos como o Museu Homero Massena, Gruta Frei Pedro palácios e agora, uma novidade: o antigo bonde que circulava pelo município no século passado está exposto na Casa da Memória e aberto à visitação de segunda a sexta.
 
História do Bonde

Há 100 anos, Vila Velha era contemplada com um marco para a mobilidade e crescimento urbano do município com a instalação dos trilhos e bondes na cidade. E a época dourada em que muitos guardam em sua memória, está retratada em fotos e textos na exposição “100 anos de Saudade”, na Casa da Memória, Parque da Prainha. É sem dúvida uma viagem ao tempo, em fotos e textos.
 
No dia 12 de abril de 1912, dois bondes elétricos foram inaugurados em Vila Velha e cinco meses depois a empresa Viação Elétrica comprou mais dois conjuntos e uma gôndola. Os bondes circulavam por dez quilômetros de trilhos em Vila Velha. A inauguração do novo meio de transporte marcou uma era em que Vila Velha começou a crescer com a energia elétrica em 1910 e também em 1912, a instalação da água encanada.
 
A tripulação dos bondes - motorneiro, condutor, fiscal e fiscal geral - recebiam passageiros vestidos de uniforme cáqui e quepes. O motorneiro acionava e conduzia o bonde, o condutor tinha a função de cobrar as passagens e o fiscal, ficava na parte de trás. O percurso em Vila Velha era de 10 km de trilhos, por onde circulavam dois bondes. Um saía do Centro, outro de Paul, e o cruzamento dos dois acontecia na Estação de Aribiri.

O bonde e a exposição “100 anos de saudade” podem ser visitados de segunda a sexta, das 08 às 17 horas, na Casa da memória, Prainha
 
Casa da Memória

A Casa da Memória foi construída no final do século XIX (datada em 1893) e é tombada pelo Conselho Estadual de Cultura. No espaço, existe um acervo de fotos que tratam do sítio histórico da Prainha e adjacências, resgatando a história e memória do município e do Estado. E agora, o bonde, exposto no pátio da Casa da Memória atrai visitantes de todas as idades.
 
E essa época dourada, que muitos guardam em sua memória, também está retratada em fotos e textos na exposição “100 anos de Saudade”, na Casa da Memória, Parque da Prainha. É sem dúvida uma viagem ao tempo, em fotos. No local, com as imagens expostas que retratam a evolução do município ao longo dos últimos 100 anos, o visitante poderá conhecer um pouco da história da cidade, com acervo histórico e cultural sobre a colonização do solo Espíritossantense.
 
O turista paulista, Rogério da Costa Melo, é professor de história e está pela segunda vez em Vila Velha e fala da importância em realizar o resgate histórico. “Muito legal ver de perto o bonde e poder fazer essa viagem histórica; desde quando o bonde era puxado por burro até sua extinção na cidade.”, comentou.
 
Além dos turistas, a Casa da Memória tem recebido alunos das escolas, como a turma do 4º e 5º ano do Núcleo Educacional Piaget. A professora Helaine de Menezes disse que a visita faz parte de atividades extraclasse. “ Estamos visitando os pontos turísticos de Vila Velha e contando para os alunos toda a histórica do município. As crianças estão aprendendo muito.”, contou.
            
Mais informações: (27) 3388-4344.
 
Fonte: http://www.vilavelha.es.gov.br/noticias/antigo-bonde-esta-exposto-na-casa-da-memoria-2502